Achei esse texto bem legal e resolvi compartilhar.
Lesbicas vejam se vcs concordam.
Lésbicas são seres que automaticamente geram curiosidade e admiração por parte de muita gente. Homens babam só de imaginar a cena clássica de duas mulheres se beijando. Justamente por isso, a forma como elas se relacionam sempre é assunto em pauta, muitas vezes gerando conclusões fantasiosas sobre esse tipo de relacionamento. Por isso, antes de sair por aí fazendo as mesmas perguntas clichês de sempre, mate sua curiosidade:
1-Não é porque usamos vibradores que sentimos falta de um pênis. Penetração e órgão sexual são coisas bem distintas e também pode ser muito bem ser substituído pelos dedos, basta saber usá-los
2- 90% do sexo mostrado em filme pornô é farsa. A maioria das atrizes são heteros e fazem apenas uma ceninha pra iludir, pois quem conhece sabe que a coisa ali é apenas profissional, já que o tesão não está presente. Elas não fazem com vontade, parecem ter nojo e ainda por cima usam uma cinta e tem a audácia de chupar o pênis de borracha para a outra? Não.
3-Mulheres: nunca fique na paranóia de que alguma lésbica está a fim de você só porque te olhou. Apesar de gostarmos do mesmo gênero não somos iguais aos homens que secam todas as mulheres que encontram por aí. Assim como as heteros, também sabemos admirar sem desejo algum.
4-Homens: se conformem caso a gata na qual está a fim goste da mesma fruta que você. Vir com o papo de que contigo a coisa seria diferente só vai queimar o seu filme.
5- O sexo entre mulheres é muito mais carinhoso e explorador. Sabemos usar muito bem as nossas mãos e língua. Se você procura uma boa chupada, procure uma lésbica. Você não vai se arrepender.
6- Sim, já ficamos com homens e se estamos com uma mulher é porque não gostamos da experiência, e não porque nunca experimentamos. Então, por favor, não.
7-Lesbicas não são um esteriótipo da Cássia Eller. Mulheres vaidosas e bem femininas também gostam de mulheres, portanto, desconfie de todas e não se surpreenda com a verdade.
8- Quer saber se uma mulher é lesbica, pergunte-a, ao invés de ficar jogando indiretas com questionamentos sobre os homens com os quais já se relacionou; lembre-se de que as aparências sempre enganam.
9- Não é porque uma lésbica tem cabelo curto e se veste com roupas masculinas que significa que ela queira ser um homem. Se não gostamos deles, não há motivo para querer ser um.
10- Às vezes, pode acontecer de uma lésbica ficar com um homem, mas isso não significa que ela trocou de lado, apenas achou ele fofo, carinhoso, ficou com vontade, se iludiu com alguma mulher, ou é só pra sair da rotina mesmo.
11-Ficar com uma mulher não significa ser lésbica. Algumas mulheres fazem isso apenas para matar a curiosidade ou realizar alguma fantasia sexual.
TEXTO DE ALINE FERREIRA
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Ser Lesbica. Assumir ou Ficar no armário?
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Diante dos preconceitos da sociedade machista globalizada. Quais são as maneiras mais funcionais para Mulher Lésbica poder sair do seu armário dos medos, para assumir publicamente a sua verdadeira opção sexual?
O relato GLBTT de Marina estudante universitária de Cuiaba pode nos ajudar na reflexão da resposta para a pergunta chave desta semana.
Há cerca de um ano atrás, quando eu estava com 23 anos, tive que me mudar para a capital por causa que passei no vestibular na Universidade Federal e aí reside o meu problema, quando finalmente consegui sair do armário e contar que sou lésbica, para meus amigos da minha cidade do interior. Tive que mudar de ambiente.
Com essa mudança novamente todos os meus medos, começaram a me assustar, pois aqui na Universidade Federal, ninguém sabe que sou sapata, eu sei que é horrível esconder isso, me envergonho, porém é inevitável.
Eu moro num apartamento de dois quartos com 4 garotas, sendo que com a garota de 24 anos, que faz a faculdade de medicina, com a qual, divido o quarto, acabei me apaixonei perdidamente...
Ela para mim é a garota mais linda que já vi… Ela do tipo de garota que você olha e pensa: “ela nunca vai ser uma sapatilha”, pois é, ela é assim, menina HT do interior, que aspira casar virgem e ainda por cima tem um namorado ciumento há dois anos.
O problema é quando estamos sozinhas no quarto, fico toda excitada e molhada, começo a fantasiar, pois ela geralmente dorme somente de calcinha ou as vezes dorme nua pois o clima quente da capital durante o ano todo estimula ela a dormir desta maneira.
Ás vezes me abraça, outras vezes não, tem dia que quando ela chega da Universidade fica até tarde comigo no meu quarto conversando sobre o curso de medicina, seus sonhos de ter o seu consultório próprio e poder casar virgem e ter filhos. Tem dias que acordo e penso vou abrir o jogo com ela e ver o que dá, outros dias penso que é melhor tentar esquecê-la…
Acho que estou perdida entre meu amor por ela e meu desejo sexual de beijar todo seu corpo chegando até sua caverninha virgem de Vênus, onde poderei beber seu doce mel....
.
A Mulher Moderna pode vivenciar plenamente as varias faces de sua sexualidade diante dos preconceitos machistas do mundo patriarcal globalizado?
Segue abaixo do relato da partipante Samara. Este relato feminino pode nos ajudar a refletir sobre a questão chave desta semana.
Ola Franchico, aqui é a Samara.
Este é o relato da história do meu relacionamento afetivo-sexual com minha ex-namorada.
Tudo começou quando fui a uma festa Bar dançante da cidade (era um salão de beleza, que tinha um espaço para festas alternativas também). Fui lá prá ver uma aluna minha cantar.
Fui com a mãe e a tia dela. Todas nós hetero de carteirinha assinada.
Claro que nós dançávamos com as moças que vinham nos tirar porque fazia parte do espírito da coisa - tudo era festa.
Bem, uma das garotas que dançou comigo parecia uma fadinha, aquele tipo de patti que não é chata, loirinha, de cabelo comprido, baixinha, uma graça.
Fui embora da festa e nunca voltei ao mesmo local ou a outro semelhante.
Mas... eis que um dia estou eu no Terminal de Ônibus urbano, e quem eu vejo? Ela, já não muito loura, mas era ela.
Ficamos horas sentadas num banco conversando (nossos ônibus passando e passando e passando...) No fim da conversa estávamos comentando que odiávamos calor e praia, mas tínhamos que ir por questões de família, convites etc.
Aí resolvemos nos "vingar" de ter que fazer o que não estávamos a fim e combinamos passar um fim de semana juntas em um hotel-fazenda no planalto.
Mais ou menos um mês depois, nós fomos.
Chegando lá, aquele arzinho gostoso da serra, quentão, cognac, lareira e... o quarto! Finalmente sós.
Aí eu deveria ter percebido que não tinha mais jeito mesmo. Durante o dia ela já tinha segurado minha mão (e eu me desvencilhando), soprado florzinha sobre a minha face e me dado um selinho. Mas com a noite toda pela frente e nós sozinhas no quarto (acho que vou botar a culpa no friozinho) não ia dar outra.
Lembro que ela disse que, mesmo com a lareira estava frio, e ficamos dormindo na mesma cama juntinhas. Mais uma meia hora de fingir dormir, ela "acorda" e me diz que está com calor e pede prá eu tirar o pijama dela - ai meu Deus!
Tinha uns desenhos da Betty Boop e eu fui olhando e dizendo que achava bonitinho e tirei tudo. Mesmo sem eu ter dito nada ela tirou meu pijama também.
E a partir daí foi tudo muito natural. Nada daquele estereótipo divulgado nos filmes de duas lésbicas de langerie sofisticada preta ou/e vermelha se beijando e lambendo (naquela prévia longa demais que é prá dar prazer mesmo pros homens que estão assistindo).
A gente simplesmente se amou. Claro que houve muitos beijos e carícias, mas o nosso desejo de ir "direto ao assunto" era muito grande e logo gozamos via fricção clitoridiana mútua.
O resto da noite? Abraçadinhas no maior love.
Depois de todo check-in tem sempre um check-out e na segunda-feira saímos do hotel e voltamos pra nossa cidade.
Ficamos mais ou menos um mês. E foi lindo. Só acabou porque eu disse a ela que tinha sido a minha primeira experiência com uma mulher, e que eu achava que nós deveríamos dar mais chance prá novos encontros com outras pessoas, prá ver qual era na real a nossa.
Eu pedí a ela que saísse com um homem e experimentasse ter um orgasmo sistêmico, daqueles que só um membro masculino de alguém por quem a gente se sinta muito atraída pode proporcionar.
Aparatos equivalentes não são a minha praia, acho que as coisas perdem a naturalidade que devem ter. A reação dela não foi a que eu esperava, ela negou-se a se dar a chance (me falou de experiências horríveis com ex-namorados).
Talvez eu a tenha magoado por não ter deixado claro que eu gosto de homem (só não excluo outras relações porque acho que a atração, a sensualidade está mais nas pessoas e nas situações do que no sexo propriamente dito).
Nosso relacionamento foi esfriando e hoje somos apenas conhecidas que se dão bem (não posso dizer amigas, porque amigas ficam muito perto, e qualquer proximidade entre nós é muito perigosa).
Essa é a história dos encontros e desencontros entre uma sapatilha bi e uma sapatilha lesb. que se deram a possibilidade de vivenciar sua afetividade e sexualidade espontânea , sem medo de perder sua feminilidade...
O relato GLBTT de Marina estudante universitária de Cuiaba pode nos ajudar na reflexão da resposta para a pergunta chave desta semana.
Há cerca de um ano atrás, quando eu estava com 23 anos, tive que me mudar para a capital por causa que passei no vestibular na Universidade Federal e aí reside o meu problema, quando finalmente consegui sair do armário e contar que sou lésbica, para meus amigos da minha cidade do interior. Tive que mudar de ambiente.
Com essa mudança novamente todos os meus medos, começaram a me assustar, pois aqui na Universidade Federal, ninguém sabe que sou sapata, eu sei que é horrível esconder isso, me envergonho, porém é inevitável.
Eu moro num apartamento de dois quartos com 4 garotas, sendo que com a garota de 24 anos, que faz a faculdade de medicina, com a qual, divido o quarto, acabei me apaixonei perdidamente...
Ela para mim é a garota mais linda que já vi… Ela do tipo de garota que você olha e pensa: “ela nunca vai ser uma sapatilha”, pois é, ela é assim, menina HT do interior, que aspira casar virgem e ainda por cima tem um namorado ciumento há dois anos.
O problema é quando estamos sozinhas no quarto, fico toda excitada e molhada, começo a fantasiar, pois ela geralmente dorme somente de calcinha ou as vezes dorme nua pois o clima quente da capital durante o ano todo estimula ela a dormir desta maneira.
Ás vezes me abraça, outras vezes não, tem dia que quando ela chega da Universidade fica até tarde comigo no meu quarto conversando sobre o curso de medicina, seus sonhos de ter o seu consultório próprio e poder casar virgem e ter filhos. Tem dias que acordo e penso vou abrir o jogo com ela e ver o que dá, outros dias penso que é melhor tentar esquecê-la…
Acho que estou perdida entre meu amor por ela e meu desejo sexual de beijar todo seu corpo chegando até sua caverninha virgem de Vênus, onde poderei beber seu doce mel....
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A Mulher Moderna pode vivenciar plenamente as varias faces de sua sexualidade diante dos preconceitos machistas do mundo patriarcal globalizado?
Segue abaixo do relato da partipante Samara. Este relato feminino pode nos ajudar a refletir sobre a questão chave desta semana.
Ola Franchico, aqui é a Samara.
Este é o relato da história do meu relacionamento afetivo-sexual com minha ex-namorada.
Tudo começou quando fui a uma festa Bar dançante da cidade (era um salão de beleza, que tinha um espaço para festas alternativas também). Fui lá prá ver uma aluna minha cantar.
Fui com a mãe e a tia dela. Todas nós hetero de carteirinha assinada.
Claro que nós dançávamos com as moças que vinham nos tirar porque fazia parte do espírito da coisa - tudo era festa.
Bem, uma das garotas que dançou comigo parecia uma fadinha, aquele tipo de patti que não é chata, loirinha, de cabelo comprido, baixinha, uma graça.
Fui embora da festa e nunca voltei ao mesmo local ou a outro semelhante.
Mas... eis que um dia estou eu no Terminal de Ônibus urbano, e quem eu vejo? Ela, já não muito loura, mas era ela.
Ficamos horas sentadas num banco conversando (nossos ônibus passando e passando e passando...) No fim da conversa estávamos comentando que odiávamos calor e praia, mas tínhamos que ir por questões de família, convites etc.
Aí resolvemos nos "vingar" de ter que fazer o que não estávamos a fim e combinamos passar um fim de semana juntas em um hotel-fazenda no planalto.
Mais ou menos um mês depois, nós fomos.
Chegando lá, aquele arzinho gostoso da serra, quentão, cognac, lareira e... o quarto! Finalmente sós.
Aí eu deveria ter percebido que não tinha mais jeito mesmo. Durante o dia ela já tinha segurado minha mão (e eu me desvencilhando), soprado florzinha sobre a minha face e me dado um selinho. Mas com a noite toda pela frente e nós sozinhas no quarto (acho que vou botar a culpa no friozinho) não ia dar outra.
Lembro que ela disse que, mesmo com a lareira estava frio, e ficamos dormindo na mesma cama juntinhas. Mais uma meia hora de fingir dormir, ela "acorda" e me diz que está com calor e pede prá eu tirar o pijama dela - ai meu Deus!
Tinha uns desenhos da Betty Boop e eu fui olhando e dizendo que achava bonitinho e tirei tudo. Mesmo sem eu ter dito nada ela tirou meu pijama também.
E a partir daí foi tudo muito natural. Nada daquele estereótipo divulgado nos filmes de duas lésbicas de langerie sofisticada preta ou/e vermelha se beijando e lambendo (naquela prévia longa demais que é prá dar prazer mesmo pros homens que estão assistindo).
A gente simplesmente se amou. Claro que houve muitos beijos e carícias, mas o nosso desejo de ir "direto ao assunto" era muito grande e logo gozamos via fricção clitoridiana mútua.
O resto da noite? Abraçadinhas no maior love.
Depois de todo check-in tem sempre um check-out e na segunda-feira saímos do hotel e voltamos pra nossa cidade.
Ficamos mais ou menos um mês. E foi lindo. Só acabou porque eu disse a ela que tinha sido a minha primeira experiência com uma mulher, e que eu achava que nós deveríamos dar mais chance prá novos encontros com outras pessoas, prá ver qual era na real a nossa.
Eu pedí a ela que saísse com um homem e experimentasse ter um orgasmo sistêmico, daqueles que só um membro masculino de alguém por quem a gente se sinta muito atraída pode proporcionar.
Aparatos equivalentes não são a minha praia, acho que as coisas perdem a naturalidade que devem ter. A reação dela não foi a que eu esperava, ela negou-se a se dar a chance (me falou de experiências horríveis com ex-namorados).
Talvez eu a tenha magoado por não ter deixado claro que eu gosto de homem (só não excluo outras relações porque acho que a atração, a sensualidade está mais nas pessoas e nas situações do que no sexo propriamente dito).
Nosso relacionamento foi esfriando e hoje somos apenas conhecidas que se dão bem (não posso dizer amigas, porque amigas ficam muito perto, e qualquer proximidade entre nós é muito perigosa).
Essa é a história dos encontros e desencontros entre uma sapatilha bi e uma sapatilha lesb. que se deram a possibilidade de vivenciar sua afetividade e sexualidade espontânea , sem medo de perder sua feminilidade...
domingo, 13 de setembro de 2009
Viva a Modernidade !
domingo, 13 de setembro de 2009
Por Simone Freitas
Se você acha isso estranho, antiquado ou inadequado… Sinto dizer, mas tenho que fazê-lo: “Bem-vinda aos novos tempos modernos!”
Se você acha isso estranho, antiquado ou inadequado… Sinto dizer, mas tenho que fazê-lo: “Bem-vinda aos novos tempos modernos!”Tem idade certa?
Não. Cada ser humano tem crescimento, desenvolvimento, percepção, (…) individual e diferenciado entre si. Ok, fatores ambientais e genéticos contribuem e interferem…
Às vezes não consigo entender a insistência em se delimitar as coisas em etapas: agora você faz isso, depois você faz aquilo… É quase a superespecialização do trabalho, até o resultado é o mesmo: alienação.
Também não consigo entender certas necessidades em se explicar, em obter respostas que, se vierem, mesmo assim, não podem ou não devem ser consideradas verdades absolutas. Já pensou se até hoje parada cardíaca significasse morte? Se AIDS ainda fosse considerada uma doença gay? Se ser homossexual ainda fosse um distúrbio da sexualidade, uma doença? Enfim…
Tentam dizer que a homossexualidade é genética (há quem seja contra, há quem seja a favor), pra dizer o mínimo da minha opinião: acho perigoso certas afirmações que não ponderam todos os prós e contras!
E aí as engrenagens que não param de girar, impulsionam o tempo para frente mais uma vez…
Nessa ciranda, o assunto: idade, tem estado bem presente.
Faz muito tempo que ouço pais, professores, governadores, juristas (…), falarem sobre faixa etária, classificação… Que idade tal não pode fazer isso, que idade x é aquilo e blá blá blá…
Quanto a isso, acho que excesso de proteção é prejudicial… Mas quando eu tiver meus filhos, eu os educo do meu jeito… Não vou me meter no que os outros querem fazer ou como querem agir…
Porém, não é isso que quero “discutir”…
Ao longo de mais de 9 anos de inserção no meio gay, de várias formas diferentes e em locais diferentes, vi explodir a quantidade de meninas se beijando. Primeiro era moda por causa da novela, depois era por causa da Avril, agora é porque são emos ou porque seus ídolos fazem isso… O motivo muda, a atitude é a mesma…
Já conversei muito sobre isso, se discutia exaustivamente o assunto em comunidades e fóruns… Não importava o quanto se falasse, ou se rotulasse, a cada ano a idade das meninas que se auto-intitulavam bissexuais ou lésbicas diminuía e a quantidade só aumentava…
Mas vejamos, pessoas, não é isso que vemos acontecer em todas as áreas? Cada vez mais há uma prematuridade no amadurecimento da criança e do adolescente… O que está acontecendo poderia até ser encarado como um retorno às origens*…
Voltando ao tema em foco…
Existe idade certa pra pensar sobre a própria sexualidade?
Existe idade certa pra achar que se é ou não lésbica ou gay?
Por que tanto cuidado em levantar uma bandeira? Pra nada! Medos e limites que não servem de nada.
“O ser humano não nasce puro, ele nasce inocente.”
Não há uma explosão de lésbicas de uma hora pra outra, o que há é uma liberdade sexual maior, tanto para se falar sobre, quanto para se praticar. (é literalmente uma volta às origens)
A primeira menina que gostei eu tava na alfabetização, tinha 5 anos… Ela sentava no meu colo e até hoje eu lembro que me arrepiava. Se minha namorada hoje senta no meu colo e eu me arrepio, sei que isso é desejo… Por que com 5 anos não era?! Era sim! E como era!
Essa coisa de cercar a infância como se fosse algo puro:
“Você a observa com excesso de vigilância ou bane para o reino dos perversos algo fora da idéia de ‘puro’. É como se a cultura investisse em uma infância com uma noção de inocência quase vitoriana, não deixando qualquer espaço para volição sexual, mesmo em um futuro distante. Mas a realidade está bem longe disso – como sabemos e, até mesmo, vivenciamos.”
… Quando eu era pequena, entre 7 e 10 anos, e brincava de Barbie, de carrinho e de Xuxa… Cortei um pouco o cabelo da Xuxa e a fiz de namorada da Barbie. Pra minha mãe eu falava que era porque eu não tinha o Ken; na minha brincadeira, as duas eram mulheres mesmo!
Eu não tinha novela com lésbica pra me influenciar ou me fazer pensar nisso. Mal via a novela das oito. Era apaixonada pela professora Helena de “Carrossel” e queria ser o Alef de “Olho por olho” só pra namorar a Cacau…
Não. Cada ser humano tem crescimento, desenvolvimento, percepção, (…) individual e diferenciado entre si. Ok, fatores ambientais e genéticos contribuem e interferem…
Às vezes não consigo entender a insistência em se delimitar as coisas em etapas: agora você faz isso, depois você faz aquilo… É quase a superespecialização do trabalho, até o resultado é o mesmo: alienação.
Também não consigo entender certas necessidades em se explicar, em obter respostas que, se vierem, mesmo assim, não podem ou não devem ser consideradas verdades absolutas. Já pensou se até hoje parada cardíaca significasse morte? Se AIDS ainda fosse considerada uma doença gay? Se ser homossexual ainda fosse um distúrbio da sexualidade, uma doença? Enfim…
Tentam dizer que a homossexualidade é genética (há quem seja contra, há quem seja a favor), pra dizer o mínimo da minha opinião: acho perigoso certas afirmações que não ponderam todos os prós e contras!
E aí as engrenagens que não param de girar, impulsionam o tempo para frente mais uma vez…
Nessa ciranda, o assunto: idade, tem estado bem presente.
Faz muito tempo que ouço pais, professores, governadores, juristas (…), falarem sobre faixa etária, classificação… Que idade tal não pode fazer isso, que idade x é aquilo e blá blá blá…
Quanto a isso, acho que excesso de proteção é prejudicial… Mas quando eu tiver meus filhos, eu os educo do meu jeito… Não vou me meter no que os outros querem fazer ou como querem agir…
Porém, não é isso que quero “discutir”…
Ao longo de mais de 9 anos de inserção no meio gay, de várias formas diferentes e em locais diferentes, vi explodir a quantidade de meninas se beijando. Primeiro era moda por causa da novela, depois era por causa da Avril, agora é porque são emos ou porque seus ídolos fazem isso… O motivo muda, a atitude é a mesma…
Já conversei muito sobre isso, se discutia exaustivamente o assunto em comunidades e fóruns… Não importava o quanto se falasse, ou se rotulasse, a cada ano a idade das meninas que se auto-intitulavam bissexuais ou lésbicas diminuía e a quantidade só aumentava…
Mas vejamos, pessoas, não é isso que vemos acontecer em todas as áreas? Cada vez mais há uma prematuridade no amadurecimento da criança e do adolescente… O que está acontecendo poderia até ser encarado como um retorno às origens*…
Voltando ao tema em foco…
Existe idade certa pra pensar sobre a própria sexualidade?
Existe idade certa pra achar que se é ou não lésbica ou gay?
Por que tanto cuidado em levantar uma bandeira? Pra nada! Medos e limites que não servem de nada.
“O ser humano não nasce puro, ele nasce inocente.”
Não há uma explosão de lésbicas de uma hora pra outra, o que há é uma liberdade sexual maior, tanto para se falar sobre, quanto para se praticar. (é literalmente uma volta às origens)
A primeira menina que gostei eu tava na alfabetização, tinha 5 anos… Ela sentava no meu colo e até hoje eu lembro que me arrepiava. Se minha namorada hoje senta no meu colo e eu me arrepio, sei que isso é desejo… Por que com 5 anos não era?! Era sim! E como era!
Essa coisa de cercar a infância como se fosse algo puro:
“Você a observa com excesso de vigilância ou bane para o reino dos perversos algo fora da idéia de ‘puro’. É como se a cultura investisse em uma infância com uma noção de inocência quase vitoriana, não deixando qualquer espaço para volição sexual, mesmo em um futuro distante. Mas a realidade está bem longe disso – como sabemos e, até mesmo, vivenciamos.”
… Quando eu era pequena, entre 7 e 10 anos, e brincava de Barbie, de carrinho e de Xuxa… Cortei um pouco o cabelo da Xuxa e a fiz de namorada da Barbie. Pra minha mãe eu falava que era porque eu não tinha o Ken; na minha brincadeira, as duas eram mulheres mesmo!
Eu não tinha novela com lésbica pra me influenciar ou me fazer pensar nisso. Mal via a novela das oito. Era apaixonada pela professora Helena de “Carrossel” e queria ser o Alef de “Olho por olho” só pra namorar a Cacau…
A primeira vez que mainha perguntou se eu era lésbica eu tinha 11 anos de idade e estava apaixonada por uma prima…
Não tem nada de anormal pensar nessas coisas. O desejo humano é natural! Ele simplesmente surge, sem fabricações. O único desejo e necessidade “fabricado” somos nós, publicitários, os responsáveis, mas isso não vem ao caso.
Quanto mais rápido se tiver informação, menos tempo você vai ficar “noiada”, preocupada, se achando estranha. E mais tempo vai ter pra aproveitar, sentindo-se bem, sem ter que adiar questões que surgem hoje prum amanhã sempre imprevisível…
Não é questão de concordar, discordar nem criticar pensamento ou achismo de ninguém. É apenas um ponto de vista…
Problemas, indagações e/ou dilemas com a sexualidade não estão ligados a idade e, às vezes, nem tanto com maturidade, mas com a visão de cada uma sobre mundo.
bjo bjo
Não tem nada de anormal pensar nessas coisas. O desejo humano é natural! Ele simplesmente surge, sem fabricações. O único desejo e necessidade “fabricado” somos nós, publicitários, os responsáveis, mas isso não vem ao caso.
Quanto mais rápido se tiver informação, menos tempo você vai ficar “noiada”, preocupada, se achando estranha. E mais tempo vai ter pra aproveitar, sentindo-se bem, sem ter que adiar questões que surgem hoje prum amanhã sempre imprevisível…
Não é questão de concordar, discordar nem criticar pensamento ou achismo de ninguém. É apenas um ponto de vista…
Problemas, indagações e/ou dilemas com a sexualidade não estão ligados a idade e, às vezes, nem tanto com maturidade, mas com a visão de cada uma sobre mundo.
bjo bjo
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Saindo de Dentro do Armário.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Por Renata Shist
Para muitos gays e lésbicas, o período universitário é o mais adequado para sair do armário. Mais adultos e independentes, afastados do jugo familiar, os estudantes encontram momento propício para sair do armário.
Há cerca de uma década, grupos organizados começaram a surgir dentro das próprias universidades para constituir-se tanto como espaço de sociabilidade quanto de luta de direitos, dentro e fora do ambiente acadêmico.
Antes disso, a militância gay e lésbica nesse ambiente era mal carregada no bojo dos movimentos de esquerda que proliferavam nos campi como forma de resistência à ditadura militar. No entanto, nem sempre a esquerda brasileira sabe lidar com a homossexualidade.
Há cerca de uma década, grupos organizados começaram a surgir dentro das próprias universidades para constituir-se tanto como espaço de sociabilidade quanto de luta de direitos, dentro e fora do ambiente acadêmico.
Antes disso, a militância gay e lésbica nesse ambiente era mal carregada no bojo dos movimentos de esquerda que proliferavam nos campi como forma de resistência à ditadura militar. No entanto, nem sempre a esquerda brasileira sabe lidar com a homossexualidade.
Na minha opinião as pessoas ainda são muito caretas, afinal homem com homem e mulher com mulher não é uma barbaridade e muito menos uma aberração.
Já as pessoas matarem, roubarem fazer o mal ao proximo isso sim, as pessoas deixam passar batido.
Creio que quanto mais pessoas conseguirem sair de dentro do armário, mas conquistaremos nosso espaço como seres humanos e normais.
Até onde sei, amar não é pecado.
Beijosssss
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Jackie a Lésbica sarada do Work Out
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Reveja aqui detalhes da entrevista que a famosa lésbica Jackie Warner deu a Oprah falando de como é assediada diariamente!Jackie Warner , estrela do reality show de fitness " Work Out" participa do programa da Oprah(que adoro, por sinal!). Lésbica assumida, ela conta que desde seus anos de escola, sempre teve uma chama em atrair mulheres héteros, muito mais do que lésbicas. Na opnião dela, isso se deve ao fato de ela conseguir balancear bem tanto seu lado feminino quanto masculino, o que chama a atenção das héteros.Menciona que até mesmo mulheres casadas falam em deixar os maridos, caso ela queira assumir algo sérioRebecca Cardon, professora de ginástica da mesma academia, teve seu primeiro caso lésbico com Jackie e comenta que, assim como Oprah, achava que quem era gay já nascia gay e quem era hétero nascia hétero, que não havia como a pessoa se "tornar" gay. Até conhecer Jackie, por quem sentiu uma louca paixão, pensava nela 24 hs por dia, não conseguia desgrudar dela e não entendia o que estava acontecendo, mas que era tão bom que não podia parar.Hoje, Rebecca tem um namorado, mas desde o caso com Jackie ela mudou ficando mais aberta e tendo uma visão bem diferente das mulheres agora.E vocês? Seu primeiro relacionamento lésbico também foi como um furacão em sua vida?
quarta-feira, 27 de maio de 2009
E agora?
quarta-feira, 27 de maio de 2009

Por Ruth Lisboa
Para muitos leitores,que talvez acreditem de maneira errônea que toda Lésbica gosta de um ‘’ménage à trois’’ nada mais errado.Mas não é sobre esse o assunto que gostaria de falar.
Gostaria de falar sobre um assunto que aflige a maior parte das lésbicas.O medo das Bisexuais.
O preconceito sempre existiu,de todas as maneiras , feitios e tamanhos não é novidade alguma na sociedade gay.Mulheres que gostam ‘’delas’’ e ‘’deles’’ são normalmente excluídas e temidas pela maioria das Lésbicas,por serem consideradas vulneráveis.Para uma Lésbica,nada mais do que humilhante do que ser trocada por um homem.Sim,é um medo que assola a maioria das lésbicas no que se refere relacionamento com Mulheres bisexuais.
As Bisexuais,são consideradas instáveis e a mulherada gay tem medo,pavor de envolver-se, crê-se que elas podem simplesmente ‘’mudar’’ de idéias repentinamente e não passam segurança no relacionamento.
A minha opinião pessoal é exatamente o contrario.A Sociedade sempre rotula as pessoas,existe nome pra tudo e para todos os comportamentos,criando assim preconceitos.
Ao meu ver,ser Bisexual não significa automaticamente ser ‘’instável’’,pessoas são livres de se envolver com quem quer que seja..claro cada um no seu momento.Tentar entender preferências humanas e tentar decifrar um mistério de mais de bilhões de anos,Mulheres que sentem prazer com os dois sexos…qual é o problema?!Cada um com sua escolha,desde que,haja sempre respeito no relacionamento.SEXO é a forma mais verdadeira e encantadora para se encontrar entre tamanhas teorias científicas que existem por ai,Preconceitos seja la de que forma for nunca foi e nunca será benéfico para quem faz e para quem é destinado.
Não Interessa se ela gosta da ”Mandioca” também,desde que haja um relacionamento onde reina o respeito,amor,amizade e fidelidade.Isso sim é que é importante.O Risco de perder a oportunidade de conhecer alguém legal,simplesmente por ela ser ”Bi” é grande.Não siga os Rótulo,curta o momento e quem sabe ….
Eu Sou Lésbica,já namorei bisexuais…e não tenho Preconceito!
Paz,felicidade e Viva a Diversidade
Gostaria de falar sobre um assunto que aflige a maior parte das lésbicas.O medo das Bisexuais.
O preconceito sempre existiu,de todas as maneiras , feitios e tamanhos não é novidade alguma na sociedade gay.Mulheres que gostam ‘’delas’’ e ‘’deles’’ são normalmente excluídas e temidas pela maioria das Lésbicas,por serem consideradas vulneráveis.Para uma Lésbica,nada mais do que humilhante do que ser trocada por um homem.Sim,é um medo que assola a maioria das lésbicas no que se refere relacionamento com Mulheres bisexuais.
As Bisexuais,são consideradas instáveis e a mulherada gay tem medo,pavor de envolver-se, crê-se que elas podem simplesmente ‘’mudar’’ de idéias repentinamente e não passam segurança no relacionamento.
A minha opinião pessoal é exatamente o contrario.A Sociedade sempre rotula as pessoas,existe nome pra tudo e para todos os comportamentos,criando assim preconceitos.
Ao meu ver,ser Bisexual não significa automaticamente ser ‘’instável’’,pessoas são livres de se envolver com quem quer que seja..claro cada um no seu momento.Tentar entender preferências humanas e tentar decifrar um mistério de mais de bilhões de anos,Mulheres que sentem prazer com os dois sexos…qual é o problema?!Cada um com sua escolha,desde que,haja sempre respeito no relacionamento.SEXO é a forma mais verdadeira e encantadora para se encontrar entre tamanhas teorias científicas que existem por ai,Preconceitos seja la de que forma for nunca foi e nunca será benéfico para quem faz e para quem é destinado.
Não Interessa se ela gosta da ”Mandioca” também,desde que haja um relacionamento onde reina o respeito,amor,amizade e fidelidade.Isso sim é que é importante.O Risco de perder a oportunidade de conhecer alguém legal,simplesmente por ela ser ”Bi” é grande.Não siga os Rótulo,curta o momento e quem sabe ….
Eu Sou Lésbica,já namorei bisexuais…e não tenho Preconceito!
Paz,felicidade e Viva a Diversidade
segunda-feira, 25 de maio de 2009
E será que sou???
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Por Ruth Lisboa
Por vezes estas questões colocam-se especialmente a mulheres que sempre se consideraram atraídas por homens e de repente se começam a sentir atraídas por mulheres. Este sentimento começa a fazer confusão a quem sempre viu as outras mulheres como apenas alguém do mesmo sexo.
A verdade é que qualquer lésbica assumida a certa altura da sua vida já se colocou esta questão: ”Será que sou lésbica?”. Outra verdade é que muitas mulheres heterossexuais também já se questionaram da mesma forma, o que é absolutamente normal, e faz parte de nós como pessoas questionarmo-nos e não assumir certezas absolutas. Assim como saber se é realmente lésbica ou só alguém curioso com o assunto?
Ter este tipo de dúvidas não é só comum nos adolescentes onde as dúvidas em relação à sexualidade são bastantes frequentes. Existem mulheres que sempre se consideraram lésbicas e outras que o descobrem quando já são casadas há mais de 20 anos. Procurar um método científico ou eficaz que responda às suas dúvidas sobre a nossa sexualidade é uma demanda perfeitamente legítima; e não se pode deixar de concordar que se pudéssemos determinar a sexualidade através de um simples questionário poderia evitar-se muito sofrimento emocional. Infelizmente só com um questionário ou com outro método rápido não se pode determinar a sexualidade num ápice. Descobrir a orientação sexual não é simples e rápido, como tomar um comprimido para a dor de cabeça. Esta procura é algo que demora tempo e requer um autoconhecimento muito profundo e uma sinceridade pessoal muito frontal. Por vezes é boa ideia falar com um psicólogo, ou mesmo com um grupo de lésbicas que se estejam na fase de se revelarem.
Muitas mulheres identificam-se como lésbicas depois de experienciarem sentimentos por outra mulher. Outras mulheres só depois de anos de relações e atracções por outras mulheres é que se assumem como lésbicas. Muitas mulheres ficarão sempre atraídas por homens e por mulheres sendo consideradas bissexuais.
O importante é saber que a sua orientação sexual não é algo que escolha ou que possa comprar ou mesmo um simples capricho. A única coisa que pode verdadeiramente escolher é agir de acordo com a sua sexualidade ou decidir não o fazer. Se tem uma relação que considera uma relação boa com um homem há bastante tempo e se vê atraída por outra mulher isso não quer dizer que seja lésbica, pode simplesmente ser bissexual e ignorar o facto. A verdade é que se sentir unicamente atraída por mulheres e o seu marido não for mais que um bom amigo, a probabilidade de ser lésbica é muito grande.
Então para a ajudar a descobrir se é uma lésbica considere o seguinte:
Sente-se mais excitada com a ideia de beijar uma mulher ou um homem?Com quem se vê a assentar num futuro?Sente-se mais atraída por corpos femininos do que por masculinos?Os seus sentimentos mais são fortes por mulheres do que por homens?Com quem fantasia mais, com homens ou com mulheres?
Responder a estas questões poderá ajuda-la a descobrir a sua orientação sexual. Poderá ser lésbica, bissexual, ou heterossexual. Tente sempre ter paciência e dê tempo a si mesma para que os seus sentimentos assentem dentro de si e possa tomar a decisão mais verdadeira. O processo de se certificar da sua sexualidade é um processo por vezes moroso e de grande determinação. A verdade é que não importa se é lésbica, bissexual ou heterossexual, a verdade é que o que verdadeiramente importa é ser feliz e estar bem consigo mesma.
A verdade é que qualquer lésbica assumida a certa altura da sua vida já se colocou esta questão: ”Será que sou lésbica?”. Outra verdade é que muitas mulheres heterossexuais também já se questionaram da mesma forma, o que é absolutamente normal, e faz parte de nós como pessoas questionarmo-nos e não assumir certezas absolutas. Assim como saber se é realmente lésbica ou só alguém curioso com o assunto?
Ter este tipo de dúvidas não é só comum nos adolescentes onde as dúvidas em relação à sexualidade são bastantes frequentes. Existem mulheres que sempre se consideraram lésbicas e outras que o descobrem quando já são casadas há mais de 20 anos. Procurar um método científico ou eficaz que responda às suas dúvidas sobre a nossa sexualidade é uma demanda perfeitamente legítima; e não se pode deixar de concordar que se pudéssemos determinar a sexualidade através de um simples questionário poderia evitar-se muito sofrimento emocional. Infelizmente só com um questionário ou com outro método rápido não se pode determinar a sexualidade num ápice. Descobrir a orientação sexual não é simples e rápido, como tomar um comprimido para a dor de cabeça. Esta procura é algo que demora tempo e requer um autoconhecimento muito profundo e uma sinceridade pessoal muito frontal. Por vezes é boa ideia falar com um psicólogo, ou mesmo com um grupo de lésbicas que se estejam na fase de se revelarem.
Muitas mulheres identificam-se como lésbicas depois de experienciarem sentimentos por outra mulher. Outras mulheres só depois de anos de relações e atracções por outras mulheres é que se assumem como lésbicas. Muitas mulheres ficarão sempre atraídas por homens e por mulheres sendo consideradas bissexuais.
O importante é saber que a sua orientação sexual não é algo que escolha ou que possa comprar ou mesmo um simples capricho. A única coisa que pode verdadeiramente escolher é agir de acordo com a sua sexualidade ou decidir não o fazer. Se tem uma relação que considera uma relação boa com um homem há bastante tempo e se vê atraída por outra mulher isso não quer dizer que seja lésbica, pode simplesmente ser bissexual e ignorar o facto. A verdade é que se sentir unicamente atraída por mulheres e o seu marido não for mais que um bom amigo, a probabilidade de ser lésbica é muito grande.
Então para a ajudar a descobrir se é uma lésbica considere o seguinte:
Sente-se mais excitada com a ideia de beijar uma mulher ou um homem?Com quem se vê a assentar num futuro?Sente-se mais atraída por corpos femininos do que por masculinos?Os seus sentimentos mais são fortes por mulheres do que por homens?Com quem fantasia mais, com homens ou com mulheres?
Responder a estas questões poderá ajuda-la a descobrir a sua orientação sexual. Poderá ser lésbica, bissexual, ou heterossexual. Tente sempre ter paciência e dê tempo a si mesma para que os seus sentimentos assentem dentro de si e possa tomar a decisão mais verdadeira. O processo de se certificar da sua sexualidade é um processo por vezes moroso e de grande determinação. A verdade é que não importa se é lésbica, bissexual ou heterossexual, a verdade é que o que verdadeiramente importa é ser feliz e estar bem consigo mesma.
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